Hoje eu consegui enchar a minha barra de criatividade inútil e usá-la em um combo para criar uma nova teoria! Depois de uma meia lua para trás + soco forte filosófico me veio essa ideia: por quê os bebês brincam com aquelas peças de plástico onde eles precisam descobrir o que encaixa aonde e os adultos não fazem isso?
Claro, cuidemos para manter as proporções. Não é educativo tampouco divertido um adulto encaixando quadrados plásticos em buracos equivalentes, apesar de eu achar que alguns talvez teriam dificuldades. Os bebês fazem isso para desenvolver o senso lógico, visão espacial e talvez mais algumas coisas, mas isso pouco ajudaria depois de uma certa idade. Mas o que me pareceu falho foi que encerramos o treinamento por aí. Depois de algum tempo abandonamos a lógica e paramos de nos esforçar para encaixar os modelos em seus moldes.
Quer dizer, todos sabem que isso é enriquecedor para os pretendentes a adultos, ou é o que parece. Não tenho formação de pedagogo, mas nunca ouvi nenhum dizer o contrário. Acontece que isso também seria interessante depois, extrapolando as medidas. Precisamos aprender, como adultos, a encaixar cada coisa no seu lugar correto, e uma parte do caos que vivemos, enquanto humanidade, parece surgir da falta de bloquinhos metafóricos.
Raramente compreendemos perfis que se adequam a profissões, por exemplo. Não cuidamos para encaixar pessoas honestas nos cargos políticos, que de maneira velada são nossos funcionários mais importantes. Ajeitamos todos os jovens em um molde, o vestibular, para determinar o que eles serão na vida. Esquecemos que essa mesmo molde exige somente uma avalição simples e insatisfatória de cada candidato. Qualquer pessoa que transborde conhecimento pode ser um médico na nossa sociedade, exetuando situações particulares. Porém, não exigimos respeito pelo sofrimento destas pessoas, uma caracterísca fundamental para alguem que irá encarar esta condição diariamente.
Esquecemos de adequar os nossos desejos à nossa capacidade de consumo, o que é trágico. Queremos passar um grande círculo de bens em um pequeno triângulo bancário, e depois culpamos "os capitalistas" pela crise financeira. Também forçamos um grande ego através de uma estreita passagem para a boa convivência, e quando danificamos a estrutura social que compõe os instrumentos, nos recusamos a ver o que aconteceu de errado.
Assim como os bebês, várias vezes precisaremos de múltiplas tentativas para perceber o que encaixa aonde. Na mentalidade infantil, um losango pode se assemelhar muito a uma estrela. Mas é por tentativa e erro, associada à reflexão que todos nós um dia descobrimos como fazer as peças coloridas entrarem na grande caixa. Façamos novamente este exercício na vida adulta para descobrir que pessoas e que comportamentos se adequam a cada situação.
Claro, cuidemos para manter as proporções. Não é educativo tampouco divertido um adulto encaixando quadrados plásticos em buracos equivalentes, apesar de eu achar que alguns talvez teriam dificuldades. Os bebês fazem isso para desenvolver o senso lógico, visão espacial e talvez mais algumas coisas, mas isso pouco ajudaria depois de uma certa idade. Mas o que me pareceu falho foi que encerramos o treinamento por aí. Depois de algum tempo abandonamos a lógica e paramos de nos esforçar para encaixar os modelos em seus moldes.
Quer dizer, todos sabem que isso é enriquecedor para os pretendentes a adultos, ou é o que parece. Não tenho formação de pedagogo, mas nunca ouvi nenhum dizer o contrário. Acontece que isso também seria interessante depois, extrapolando as medidas. Precisamos aprender, como adultos, a encaixar cada coisa no seu lugar correto, e uma parte do caos que vivemos, enquanto humanidade, parece surgir da falta de bloquinhos metafóricos.
Raramente compreendemos perfis que se adequam a profissões, por exemplo. Não cuidamos para encaixar pessoas honestas nos cargos políticos, que de maneira velada são nossos funcionários mais importantes. Ajeitamos todos os jovens em um molde, o vestibular, para determinar o que eles serão na vida. Esquecemos que essa mesmo molde exige somente uma avalição simples e insatisfatória de cada candidato. Qualquer pessoa que transborde conhecimento pode ser um médico na nossa sociedade, exetuando situações particulares. Porém, não exigimos respeito pelo sofrimento destas pessoas, uma caracterísca fundamental para alguem que irá encarar esta condição diariamente.
Esquecemos de adequar os nossos desejos à nossa capacidade de consumo, o que é trágico. Queremos passar um grande círculo de bens em um pequeno triângulo bancário, e depois culpamos "os capitalistas" pela crise financeira. Também forçamos um grande ego através de uma estreita passagem para a boa convivência, e quando danificamos a estrutura social que compõe os instrumentos, nos recusamos a ver o que aconteceu de errado.
Assim como os bebês, várias vezes precisaremos de múltiplas tentativas para perceber o que encaixa aonde. Na mentalidade infantil, um losango pode se assemelhar muito a uma estrela. Mas é por tentativa e erro, associada à reflexão que todos nós um dia descobrimos como fazer as peças coloridas entrarem na grande caixa. Façamos novamente este exercício na vida adulta para descobrir que pessoas e que comportamentos se adequam a cada situação.