quarta-feira, 7 de maio de 2014

07/05 - dia 9, Florença

Hoje é o último dia na Itália, estamos saindo de Toscana. Qualquer impressão negativa deixada por Roma e (principalmente) Nápoles podem ser deixadas de lado por essa região. Eles estão acostumados a receber turistas e tem estrutura pra isso, tanto histórica/cultural quanto relativas à preservação e transporte.

Fizemos as cidades de Pisa, Lucca, San Gimignano e Siena. As muralhas preservadas isolando o centro histórico dessas cidades mantém um ar medieval (apesar de terem sido construídas na idade moderna, mas vá lá...). Apesar disso, o cheiro de esgoto da época foi eliminado, fazendo a experiência muito mais animadora!

O ambiente natural também é encantador. São colinas cobertas de bosques e vinhedos, todos bem preservados. San Gimignano, especificamente, que fica no topo de uma colina, mostra bem essa mistura do ambiente urbano antigo com a natureza em torno.

Florença em si também não fica atrás. O rio bem preservado cortando a cidade faz com que se tenha um local muito agradável para se caminhar, e alguns parques amplos e bem cuidados cercam a cidade, além dos prédios antigos, todos muito próximos entre si, que compõe o centro da cidade.

Enfim, um trecho certamente mais interessante do que a famosa Roma.
San Gimignano

Florença

Lucca

Pisa

Siena

domingo, 4 de maio de 2014

04/05 - dia 6 - Roma

Hoje estou saindo de Roma e indo pra Florença. Neste tempo visitei a cidade em si, o Vaticano e fui até Pompéia (passa-se por Nápoles para ir até lá). Sinceramente, Roma não foi uma cidade que empolgou. as ruas são sujas e bagunçadas, as pessoas fumam em quase qualquer lugar (incluindo dentro de estações!), muitos dos monumentos são mal conservados e a igreja toma conta do lugar, com muito pompa, enquanto pedintes se juntam ao redor das catedrais.

Bom, claro que não é de todo ruim. Os pontos positivos incluem sorvetes deliciosos, fontes numerosas e bem construídas e pessoas receptivas (quase sempre). De qualquer jeito, é bem melhor que ficar em SP!

Foi curioso também cruzar essas informações com a vez que estive em Milão, e poder observar essa diferença brusca entre norte e sul da Itália. A cidade mais ao sul que conheci, Nápoles, é uma zona tão grande e tão feia que imediatamente lembrei das piadas sobre Carapicuíba...

Bom, espero melhorar minhas impressões em Florença!

Todo o charme do Paulão

Um dos corpos de Pompéia. Assombroso ver a expressão e crânio expostos juntos.
 

terça-feira, 29 de abril de 2014

29/04 - dia 1

Primeiras impressões:

1-Nunca mais terei passaporte brasileiro. Descobri q não preciso dele se tiver o português ao sair do Brasil, onde a fila pra estrangeiros são muito mais curtas no controle da PF. Mas ao chegar à Europa, a fila dos europeus que é mais curta, como devia ser, facilitando a vida dos moradores locais. Nossa fronteira precisa aprender a valorizar o próprio povo, imagino...

2-Do avião, tirei 2 fotos que ficaram muito ruins, mas foram bacanas de se ver do alto. 1 da Cordilheira Atlas, no Marrocos, e outra de Gibraltar, onde Africa e Europa quase se tocam. Coisa mais linda!

3- Fico 1 dia num hotel próximo do aeroporto, em Madrid. É um bairro chamado Capricho, o que faz muito sentido. Aqui é extremamente limpo, organizado, arborizado. Tem um parque maravilhoso e um projeto urbanístico estabelecido. Não lembro de locais em SP tão agradáveis de se andar pela rua como aqui, e olha que eu já andei quase a cidade toda. Aí temos as pessoas passando o final de tarde andando de bicicleta, passeando com os cães e fazendo exercícios com muito mais frequência.

Extra: Fiz o favor de desmaiar no avião, possivelmente por conta de um chá que não me caiu muito bem e me deixou profundamente nauseado, somado às febres que eu tenho tido nos últimos dias.Por sorte eu estava procurando um banheiro e apaguei na frente das comissárias de bordo e longe dos passageiros. Foi o momento mais legal da viagem, acordar deitado confortavelmente dentro do avião, o que nunca é possível na classe econômica!
Ao fundo, os Atlas. O titã estava de folga.


Eu vejo a velha Europa, eu vejo a mãe África.

segunda-feira, 31 de março de 2014

A 4° Pessoa

A língua portuguesa, como exemplo de forma de comunicação dinâmica e criativa, já está em necessidade de atualização. A mais urgente certamente é criar a 4° pessoa e formalizar os pronomes já aceitos pela população.
A quarta pessoa do singular seria o sujeito condicional "Se". Uso corriqueiro: "Se viu o jogo?" Notem que esse sujeito não necessariamente está lá, vai depender. Inclusive pode ter ido embora ou ter se defenestrado, caso tenha algum apego à linguagem antiga. Se não houver esse apego, certamente não haverá defenestramento, por falta de compreensão do termo... De qualquer maneira, é possível que o interlocutor esteja falando sozinho...
Já a quarta pessoa do plural terá o sujeito secreto "Agente". Usado, por exemplo, em "Agente vai pro bar". Ele é mais que oculto, pode estar em qualquer lugar, pode trabalhar no governo, ou até para os comunistas. É plural porque tem olhos em todos os locais, sabe de tudo. Certamente não é o tipo de pronome qual o qual podemos nos sentir confortável. Muito cuidado ao lidar com o sujeito de 4° pessoa "agente"!

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Duplo Cego

O amor (Eros) é uma ciência.
É preciso testá-lo com metodologia.
Com a repetibilidade da experiência,
falseabilidade como prerrogativa.

Não se pode afirmar ser amor de verdade
antes que se chegue ao final da vida.
Até que a certeza com a morte se pague
todos são sujeitos a uma recaída.

Porque uma palavra assim, forte
caso seja usada sem precaução
poderá vir perder sua razão.

Que péssima escolha! Não que me importe
Se embrenhar pela maior dor
e arriscar a compreender a natureza do amor!

segunda-feira, 4 de março de 2013

Busca


Talvez se eu pudesse
Ver além da minha espécie
que tudo enlouquece
Eu seria feliz?

Será que a alegria
Dissimulada magia
da realidade é varrida?
É só uma atriz?

Pois viva o instante
não seja pensante
do prazer vire amante
Quem é que me diz?

Há uma luz lá no fundo
Que ilumina meu mundo
Diz: pra ver mais profundo
Só falta um triz.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Wanstead Station



Wanstead Station
and then take the bus
without excitation
a place for us

Wanstead Station
a squirrel and a fox
we need conformation
our lifes in a box

Wanstead Station
the wood and the pond
there´s no confrontation
anywhere to be found

Wanstead Station
a place in the past
a great desolation
a beauty so vast

-------------------------------------------------------------------

Quando eu morei na Inglaterra, fiquei em um bairro afastado, com população majoritariamente inglesa. O local era muitíssimo pacato, no meio de dois grandes parques da periferia, onde havia muitos corvos, esquilos e raposas, sendo que estas vinham cochilar no quintal da casa que morei . Foi uma das cenas que mais me impressionou, a falta de medo que sentiam esses animais, criando um ambiente tão tranquilo próximo a um dos locais mais visitados do mundo. Morei com pessoas até então desconhecidas. Era uma ocasião toda nova, assustadora! Mas tão logo cheguei, no primeiro dia, e senti que poderia relaxar naquele ambiente. Fui muito bem recebido, tive ajuda para tudo que precisei e pude viver plenamente o que foi uma das experiências mais enriquecedoras da minha vida!

Em homenagem a Chico Herck e Camilla Pissetti!